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segunda-feira, 28 de março de 2016

Opinião -> Só o Tempo Dirá



Título Original: Only Time Will Tell
Autor: Jeffrey Archer
Editora: Bertrand Editora
Sinopse: Primeiro volume da série épica que narra a vida de Harry Clifton desde os anos 20. Harry nunca conheceu o pai, que morreu na guerra, e é criado pelo tio nas docas. Uma inesperada bolsa de estudo faz com que a sua vida mude radicalmente. Já adulto, descobre a verdade sobre a morte do pai, mas também surge a dúvida de quem era efetivamente o seu pai. Harry terá de escolher entre ir para Oxford ou alistar-se na marinha para lutar contra Hitler. Das docas da Inglaterra às animadas ruas de Nova Iorque dos anos 40, o início de uma saga que se estende por cem anos.
 
A minha opinião

Este foi o meu primeiro contacto com Jeffrey Archer e surgiu assim por acaso, num momento de ressaca literária, em que não sabia o que me apetecia ler. Acabei de ler este livro na semana passada e deixo-vos aqui parte do que achei.

Se comecei esta leitura relutante, com receio de ser mais uma leitura razoável e assim me decepcionar, confesso que essa apreensão rapidamente se dissipou. O autor tem uma escrita simples, bastante simples até, e conta uma história que pouco tem de complexo, sendo esta preenchida por um número mais do que razoável de coincidências que lhe dão rumo. No entanto, se pensam que este facto é suficiente para nos fazer largar o livro ou lê-lo mais devagar, enganam-se, e é aqui que reside a genialidade do autor. 
De uma história que à primeira vista nada traz de novo, Jeffrey Archer consegue aliar à modéstia da sua escrita um clima de mistério e suspense, que nos faz querer saber sempre mais, o que leva a uma leitura desenfreada para conseguirmos desvendar todos os "mas" e "como" com que nos vamos deparando. 
Um dos pontos fortes são as personagens, fortemente construídas. Posso-vos, por exemplo, falar de Maisie, uma mulher que perde o marido e fica a cuidar de um filho de dois anos, no início do século XX, e tudo faz para lhe dar um futuro que ninguém na família ainda tinha alcançado. 
Só o Tempo Dirá acaba de tal forma, que nos obriga a pegar no segundo volume de imediato, porque não podemos, de modo algum, ficar assim pendurados, na eminência do que vai acontecer.
A opinião completa podem ler no blogue Crónicas de Uma Leitora, clicando aqui.

Este foi um livro 3,5 estrelas.
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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Opinião -> Crónica de Paixões e Caprichos

Título Original: The Duke and I
Autor: Julia Quinn
Editora: Edições ASA
Sinopse: As mães casamenteiras da alta sociedade londrina, estão ao rubro. Simon Bassett, o atraente (e solteiro!) Duque de Hastings, está de volta Inglaterra. O jovem aristocrata mal sabe o que o espera pois a perseguição das enérgicas senhoras é implacável. Mas Simon não pretende abdicar da sua liberdade tão cedo…

Igualmente atormentada pela pressão social, a adorável Daphne Bridgerton sonha ainda com um casamento de amor, embora a sua espera por um príncipe encantado comece já a ser alvo de mexericos.

Juntos, os jovens decidem fugir de um noivado, o que garantirá paz e sossego a Simon e fará de Daphne a mais cobiçada jovem da temporada. Mas, entre salões de baile e passeios ao luar, a paixão entre ambos rapidamente deixa de ser ficção para se tornar bem real. E embora Daphne comece a pensar em alterar ligeiramente os seus planos iniciais, Simon debate-se com um segredo que pode ser fatal.

A minha opinião

Gosto muito de romances históricos e quando quero uma leitura mais leve e aconchegante lá vou à procura de um. Desta vez a autora escolhida foi a tão badalada Julia Quinn. Só vejo a falarem bem desta autora e tinha mesmo de experimentar. 

Este é o primeiro livro da série Bridgerton, uma família fantástica e bastante numerosa e da qual fiquei fã. O enredo em si pouco traz de novo a este género literário, mas um ponto bastante favorável é o sentido de humor que é uma presença constante mesmo nos momentos mais inesperados.

Cada capítulo começa de forma perfeita com um excerto de um jornal "cor-de-rosa" recente, que contém mexericos acerca da alta sociedade londrina e que é escrito pela misteriosa Lady Whistledown, que ninguém conhece mas que parece estar presente em todos os importantes eventos. E fiquei cheia de curiosidade de descobrir quem é! 

Os protagonistas deste livro são Daphne - a 4ª dos irmãos Bridgerton, sendo que é a rapariga mais velha, mas que tem 3 irmãos mais velhos que são ultra-protectores e engraçadíssimos e ainda uma mãe galinha super amorosa que tudo faz para lhe arranjar um bom noivo, deixando-a, contudo, escolher. E Simon - um duque com uma infância infeliz, melhor amigo de Anthony (irmão mais velho de Daphne), que não quer casar e que tem um segredo que o atormenta. 

As personagens de que mais gostei foram Violet - a mãe Bridgerton; Colin - o 3º irmão Bridgerton e melhor amigo de Daphne; e também Hyacinth, a irmã mais nova mas despachada e desenrascada que tanto me fez rir.

Até meio do livro estava a adorar Daphne, que é uma rapariga atípica na época, com uma personalidade forte, segura de si e sem papas na língua. No entanto de um momento para o outro mudou e fui gostando cada vez menos dela (e é aqui que vou começar a ser crucificada visto que de todas as opiniões que li, toda a gente gosta dela). 

Ela demonstrou ser uma personagem manipuladora, que tudo faz para alcançar o que quer, mesmo que para isso tenha que mentir, jogar baixo e fazer-se de coitadinha (e pronto atirem lá as pedras).

 Passo a explicar (atenção que contém spoilers):

1. O duque, Simon, preferia ser morto a ter que casar, devido a motivos pessoais que se prendem com o seu passado, independentemente de ter ou não razão. O que faz Daphne? Tenta perceber o que se passa? Não! Mente, a dizer que os viram aos beijos num canto escuro do jardim, e chantageia-o dizendo que ele tem que casar com ela para ela não perder a sua honra e dignidade. Já aqui torci o nariz, mas dei o benefício da dúvida. 

2. Simon acede ao casamento mas diz-lhe para ela pensar bem porque ele não pode ter filhos. Daphne aceita a condição até descobrir que esse "não pode" nada tem a ver com infertilidade, como ela supunha, mas sim devido a convicções ideológicas e morais do duque. E o que faz? Dá-lhe tempo, para ver se muda de ideias? Tenta perceber que convicções são essas? Nãaaaoooo... Decide abusar dele quando ele está a cair de bêbado, coloca-se deliberadamente em cima dele de modo a que não deite a sua "semente" fora (como até ali fazia) e poder engravidar, sem respeitar a opinião dele. E aqui acabou de vez a minha empatia por esta personagem. É algo que acho muito baixo.

3. Sim, ainda há mais, Simon sai de casa porque (obviamente) ficou chateado com a situação e Daphne muda-se para Londres, para estar mais perto da família. Quando os irmãos a visitam e procuram pelo duque e alegam que se o descobrem o matam por a ter abandonado, o que faz ela? Diz que a culpa foi dela e que ele tem razão em estar chateado, mesmo sem entrar em detalhes técnicos? Claro que não! Fica caladinha que nem um rato e deixa que todos pensem mal de Simon e que tenham pena dela.  

4. Posto tudo isto, Simon ainda volta, pede-lhe desculpa - sim ELE pede desculpa, não ela - e ela aceita com a condição de - põe lá o passado para trás das costas e vamos ter um filho. Ele lá acede, mas dias depois fica deprimido pois os seus fantasmas ainda o assombram. E ela, que já tinha tido o que queria, diz-lhe "não faz mal, eu também não quero o filho agora, só daqui a uns tempos" o que tem muita lógica depois de já terem estado no pinanço n vezes e de já ter tido tempo de engravidar.

Algo de que também não gostei foi do final em que o duque que nunca se tinha declarado, depois de o fazer pela primeira vez, diz "Eu amo-te" em quase todas as frases que profere - Boring

Apesar destes aspectos que me desagradaram, a história em si está muito boa, proporcionou-me sem dúvida uma boa leitura e foi um livro que li num ápice! 

Quero ler mais, quero saber o destino dos restantes irmãos e acredito que vou gostar ainda mais do que gostei deste.  E espero descobrir quem é afinal a autora das crónicas que deixam a sociedade em alvoroço. 

Gostava ainda de saber o que é que as cartas que o pai de Simon lhe deixou contêm, mas acho que isso já não vai acontecer e vai mesmo ficar à minha imaginação. 

Posto tudo isto dei 4 merecidas estrelas a este livro e vou com as expectativas altas para os próximos.  Que venham eles!


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sábado, 10 de janeiro de 2015

Opinião -> O Beijo Encantado - Eloisa James

Título Original: A kiss at midnight
Autor: Eloisa James
Editora: Quinta Essência
Série:  Fairy Tales #1

Sinopse: Forçada pela madrasta a ir a um baile, Kate conhece um príncipe… E decide que ele é tudo menos encantado. Segue-se um esgrimir de vontades, mas ambos sabem que a atracão irresistível que sentem um pelo outro não os levará a lado nenhum. Gabriel está prometido a outra mulher - uma princesa que o ajudará a alcançar as suas ambições implacáveis.
Gabriel gosta da noiva, o que é uma surpresa agradável, mas não a ama. Obviamente, deve cortejar a sua futura princesa, e não a beldade espirituosa e pobre que se recusa a mostrar-se embevecida.
Apesar das madrinhas e dos sapatinhos de cristal, este é um conto de fadas em que o destino conspira para destruir qualquer oportunidade de Kate e Gabriel poderem ser felizes para sempre.
A menos que um príncipe abdique de tudo o que o torna nobre…
A menos que o dote de um coração indisciplinado triunfe sobre uma fortuna…
A menos que um beijo encantado ao bater da meia-noite mude tudo.

A minha opinião:

O que me fez começar a ler este livro foi a capa, uma vez que para o desafio literário do mês de Janeiro deveria escolher um livro que adorasse a capa.

No início esta tarefa assemelhou-se difícil, visto que só me ocorriam capas maravilhosas mas de livros que já tinha lido, quando entretanto me deparo com este. A capa prendeu-me de imediato a atenção, motivo pelo qual felicito a Editora. Linda, ternurenta, com cores Outonais que me transmitem calma e tranquilidade, mas, acima de tudo, por me parecer uma capa digna de um conto de fadas! Mal sabia eu, na altura, que era precisamente nesse mundo que eu me iria embrenhar quando o começasse a ler.

Este foi o meu primeiro contacto com a autora, e fui um pouco a medo por não ser o meu género literário de eleição, mas confesso que fiquei completamente rendida. É daquelas histórias simples, que se lêem de rajada, com um sentido de humor q.b. que tanto me agradou, sem grande complexidade e que nos aquece o coração.

No fundo, é um verdadeiro conto de fadas, em que existe a gata borralheira, o sapato de cristal, o castelo, a madrasta má, a meia-irmã boa, a madrinha sempre disposta para a farra e com um humor fenomenal, o príncipe lindo, esbelto, convencido e arrogante, o conselheiro do príncipe que é ao mesmo tempo seu meio-irmão e um amor de personagem (um dos meus preferidos), o cunhado que é um "atado", entre um rol de outras personagens secundárias igualmente interessantes e cativantes.

É um livro que se começa devagar, deixando um pouco a desejar, mas que com o desfolhar das páginas e o desenrolar da história, vamos querendo sempre mais e mais.

Foi interessante a forma como Eloisa James se afastou da tradicional e tão badalada Cinderela e conseguiu este livro igualmente caloroso.

Recomendo vivamente este livro para quem queira uma leitura leve e com um humor fantástico, o qual é, a meu ver,  o ponto forte da autora e que me fez ficar fã. 

Por tudo isto, acho que merece 4 estrelas.
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