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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Opinião -> As Dez Figuras Negras


Título Original: Ten Little Niggers
Autor: Agatha Christie
Editora: RBA Coleccionables
Sinopse: Dez pessoas são convidadas a passar uns dias numa ilha privada: mas o seu misterioso anfitrião não aparece e começam a ser assassinadas uma a uma, seguindo as ingénuas instruções de uma canção de embalar.
Dez desconhecidos, que aparentemente nada têm em comum, são atraídos pelo enigmático U. N. Owen a uma mansão situada numa ilha da costa de Devon. Durante o jantar, a voz do anfitrião invisível acusa cada um dos convidados de esconder um segredo terrível, e nessa mesma noite um deles é assassinado.
A tensão aumenta à medida que os sobreviventes se apercebem de que não só o assassino está entre eles como se prepara para ir atacando uma e outra vez…
O que se segue é uma obra-prima de terror. À medida que cada um dos hóspedes é brutalmente assassinado, as suas mortes vão sendo “celebradas” através do desaparecimento de uma de dez estátuas, as “dez figuras negras”.
Restará alguém para um dia contar o que de facto se passou naquela ilha?
Em As Dez Figuras Negras, a Ilha do Negro, local sombrio e desde sempre povoado de mistérios, é palco de uma estranha e implacável forma de justiça, na qual as vítimas se encontram encurraladas pelas circunstâncias e o agressor é invisível e omnipresente.
A minha opinião

O meu ano de 2016 começou repleto de excelentes leituras. Já li quatro livros e a três deles atribuí 5 estrelas (em contraponto com um ao qual atribuí uma única estrela, mas depois conto-vos tudo).

Terminei de ler A Game Of Thrones, que já andava a ler há alguns meses e peguei de imediato no As Dez Figuras Negras. Já desconfiava que seria bom, devido às boas críticas que tem, mas acreditem quando digo que é mesmo EXCELENTE! Não vou aqui fazer um resumo do livro porque a sinopse está perfeita e ressalta bem a sua essência, e não há muito mais que possa dizer sem spoilar.

Este foi o segundo livro que li da autora, comecei no verão passado com Um Crime no Expresso do Orientei, o qual já me tinha deixado rendida, principalmente devido ao final, que estava mesmo longe de adivinhar. E eu adoro finais originais e que constituem uma surpresa para mim.

As Dez Figuras Negras não foi exceção. Comecei logo de início a dizer que o assassino seria x, mas o livro é repleto de plot twists, a autora troca-nos as voltas como ninguém, e a meio do livro já não sabemos de nada. Todas as certezas que tínhamos evaporam-se, menos uma: a de que o livro é fantástico e de que não o podemos largar até descobrirmos QUEM RAIO É O ASSASSINO!!! Chegamos a um ponto em que nós, a para das personagens que ainda vivem, desconfiamos de tudo e de todos.

A tentação de ir espreitar o final percorreu-me durante quase todas as páginas, mas aconselho vivamente a que resistam à tentação, porque acreditem que a leitura não será a mesma!

Se eu já tinha ficado com a sensação de que Agatha Christie era genial, agora percebo o porquê de ela ser considerada a Rainha do Crime! Jeez, ela é perfeita. A escrita é de uma grande simplicidade e as histórias curtas, o que leva a que se leiam bastante rápido, mas depois ela presenteia-nos com um final que nos leva a ver que todos os pequenos detalhes que estavam para trás e que até nem ligámos muito, afinal eram relevantes. E que final!

E não é só o final, atenção. Temos também as personagens, todas genialmente construídas, com personalidades pensadas ao mais ínfimo pormenor, todos com feitios diferentes, e que são mais que personagens, são pessoas, com as quais nos vamos identificando mais ou menos (gostei imenso do Lombard e do Blore).
E os pequenos grandes detalhes que fazem toda a diferença? Bolas, quando descobri o significado do nome U. N. Owen fiquei wow. A sério, PERFEITO!

Para não falar de que todas as mortes são pautadas por uma lengalenga infantil, que se encontra pendurada em todas as divisões da mansão. Para terem noção até que ponto vai a sua genialidade, deixo-vos a lengalenga de acordo com a qual os crimes vão ocorrendo:

"Dez meninos negros foram jantar;
Um engasgou-se e sobraram nove.
Nove meninos negros deitaram-se tarde;
Um dormiu de mais e sobraram oito.
Oito meninos negros foram viajar pelo Devon;
Um disse que por lá ficava e sobraram sete.
Sete meninos negros foram cortar lenha:
Um cortou-se em dois e sobraram seis.
Seis meninos negros brincaram com uma colmeia;
Um abelhão ferrou um e sobraram cinco.
Cinco meninos negros seguiram a advocacia;
Um foi para o Supremo Tribunal e sobraram quatro.
Quatro meninos negros foram para o mar;
Um caiu no anzol e sobraram três.
Três meninos negros andavam pelo jardim zoológico;
Um levou um chi-coração de um urso enorme e sobraram dois.
Dois meninos negros sentaram-se ao sol;
Um deles ficou assado e sobrou um.
Um menino negro ficou completamente só;
Foi e enforcou-se e não sobrou nenhum."

Claro que depois disto tive de ir pesquisar TUDO sobre o livro, tal como faço sempre que um livro me fascina, e descobri que, para além de todas as adaptações de que já foi alvo, há uma mini-série recente, de final de 2015. Escusado será dizer que a vi de seguida. Mas isto fica para um outro post.

A edição do livro que tenho já não existe à venda, mas podem encontrar a edição da ASA aqui.

*****

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Opinião -> Perguntem a Sarah Gross | Dia Internacional da Lembrança do Holocausto

Como sabem, hoje é o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto. Como tal, que dia melhor do que este para finalmente publicar a minha opinião daquele livro que ADOREI e que considerei ser um dos melhores livros que li em 2015? A qual andei a arrastar, em parte porque ainda o estava a digerir, e posteriormente devido ao cansaço extremo que não me deixava escrever nada conciso.

Esta opinião está também disponível no blog Crónicas de Uma Leitora, basta clicarem aqui. Passem por lá, deixem o vosso feedback e sigam o blogue. 

Então, aqui vai.

 
Título Original: Perguntem a Sarah Gross
Autor: João Pinto Coelho
Editora: Dom Quixote
Sinopse: Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador.
Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou.
Rigoroso, imaginativo e profundamente cinematográfico, com diálogos magistrais e personagens inesquecíveis, Perguntem a Sarah Gross é um romance trepidante que nos dá a conhecer a cidade que se tornou o mais famoso campo de extermínio da História. A obra foi finalista do prémio LeYa em 2014.

A minha opinião:
Quando decidi ler este livro em Setembro fui, como na maior parte das vezes, às escuras, movida apenas pelo burburinho que tanto andava a causar pelo universo da internet, nomeadamente em blogs, facebook e goodreads. Como em tudo na vida, não gosto de me ficar apenas pela opinião dos outros e, como tal, tive de ler para ter a minha própria opinião fundamentada.

De início estava um pouco reticente porque a narrativa se estava a desenrolar de um modo um pouco arrastado e eu sem perceber o porquê de tanto falatório. Expectativas my dears, a culpa era toda das expectativas e, quando o percebi, refreei-as e comecei a apreciar mais a leitura.

Tenho que começar por destacar a escrita de João Pinto Coelho, que só muito a custo acreditei tratar-se de um estreante, tal é a sua complexidade e riqueza. Os detalhes retratados ao pormenor, as analepses recorrentes e que resultaram tão bem (embora não sejam novidade neste género literário), onde tão depressa estamos em 1968 em Nova Inglaterra, como de seguida estamos a viver o período pré e durante Segunda Guerra Mundial. Está tudo tão bem descrito e pormenorizado que nos sentimos lá. Percebe-se a profundidade da investigação que esteve por detrás do livro, de tal modo que damos por nós a acreditar que também nós lá estivemos e que sim, sem sombra de dúvida tudo se passou tal como nos é contado.

E quanto ao enredo, ai o enredo... Como já referi, começa de forma lenta mas, sabem que mais, não poderia ser de outra forma. Leva-nos gradualmente ao cerne da questão, a querer saber sempre mais acerca da extremamente enigmática, mas profundamente carismática, Sarah Gross. Rimos, suspiramos e choramos com o que "ela" tem para nos contar. Envolvemos-nos de tal maneira que damos por nós numa bola de neve, onde cada pormenor que nos é revelado nos leva a querer mais e mais e cada vez nos prende mais e assim nos deixa rendidos.

Já o desenrolar da ação, este por várias vezes dá-nos um murro no estômago pois não vai na direção que suspeitamos. Principalmente aquele final (não, não vou spoilar, don't worry). Bolas! Que final! Em momento algum sugeriu ir naquele sentido, apanhando-nos completamente desprevenidos. Como, quando, onde é que aquilo se deu? Foram as questões que preencheram o meu cérebro durante dias e que até hoje ainda não consigo responder. Mas posso dizer que foi perfeito e que foi de génio, afinal levou-nos o tempo inteiro numa direção, para terminar abruptamente noutra (damn!).

Quem diria que aqui iria encontrar de tudo, história, ação, suspense, romance...É um livro sem dúvida completo, que se enquadra em variados gostos literários.

Bem, acho que não me vou estender mais...

Por fim, resta-me reforçar o que em inúmeros comentários e opiniões já foi dito. Este livro tem MESMO que ser traduzido no maior número de línguas possível! 

Não vou dizer se devia ou não ter vencido o prémio Leya pois, por um lado não faço parte do júri, e por outro,  não li o livro vencedor (que confesso que não o tenho sequer na wishlist) portanto seria presunção da minha parte fazer tal afirmação. Apenas posso dizer que, à sua maneira, este acabou por ser o grande vencedor e fico feliz por isso. 

Por tudo isto e por mais que não consigo exprimir, merece as 5* !


*****

Ah! Aproveito para vos recomendar a leitura deste artigo sobre o autor e o livro, enjoy!

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Opinião -> Uma Praça em Antuérpia

Título Original: Uma praça em Antuérpia
Autor: Luize Valente
Editora: Saída de Emergência
Sinopse: Há uma saga que ainda não foi contada sobre a Segunda Guerra Mundial: a história de duas irmãs portuguesas, Olívia e Clarice. Olívia casa-se com um português e vai para o Brasil. Clarice casa-se com um alemão judeu e vai morar em Antuérpia, na Bélgica. Ambas vivem felizes, com maridos e filhos, até que a guerra começa e a Bélgica é invadida.
Para escapar da sombra nazi que vai devorando a Europa, a família de Clarice conta com a ajuda de Aristides de Sousa Mendes, o cônsul que salvou milhares de vidas emitindo vistos para Portugal, em 1940, enquanto atuou em Bordéus, França. A família recebe o visto mas, ao chegar à fronteira de Portugal, um destino trágico a espera... Destino que vai mudar e marcar a vida das irmãs para sempre, por causa de um segredo que só será revelado sessenta anos depois.

A minha opinião

Quando peguei neste livro confesso que o fiz apenas baseada na capa, que acho LINDA, e no título por soar a romance, que era mesmo o que eu estava a precisar - uma leitura ligeira. 

Eis que quando o abro, se inicia com uma citação de Aristides Sousa Mendes e o meu primeiro pensamento foi - Oh não, acabei de ler um livro brilhante cujo tema de fundo é a Segunda Guerra Mundial e agora vou  ler outro de seguida! Tem tudo para correr mal pois, inevitavelmente, vou estar sempre a fazer comparações e a fasquia está muito, muito elevada!

Deste modo iniciei a leitura com as expectativas baixas, com a certeza de que ia ler mais do mesmo, cliché atrás de cliché.
E não podia estar mais enganada!
Luize Valente sabe prender-nos como ninguém. Lança-nos uma "bomba" logo ao início do livro que, se não fosse a sua capacidade brilhante de captar o leitor, teria tudo para correr mal pois ficamos, desde logo, a saber qual será o desfecho da história.

O livro começa no dia 1 de Janeiro de 2000, no Rio de Janeiro, com Olívia, uma idosa de 80 anos que, ainda a sofrer com a perda recente do seu filho, decide contar à neta (também ela a sofrer com mais um aborto espontâneo) o seu maior segredo que guarda só para ela há 60 anos.
Spoilers, pensamos nós, MAS, apesar de a autora nos dar a saber logo à partida quem morre e quem sobrevive, o que é certo é que o enredo não poderia ser mais viciante e cativante.

Olívia leva-nos numa viagem ao passado, começando a contar a sua história de vida precisamente desde o início, isto é, desde a gravidez da sua mãe, em Guimarães no início do século XX, a qual faleceu após o seu nascimento e da sua irmã gémea, levando ao consequente afastamento do seu pai que, por tanto amar a mulher, as culpabiliza pela sua morte. Deste modo, acabam por ser criadas pela avó.

E assim se desenrola toda uma história de vida relativamente pacata, que se torna mais atribulada a partir do momento em que a sua avó morre levando-a a mudar-se para junto da irmã em Lisboa, onde se apaixona por Theodor à primeira vista, um judeu comunista fugido da Alemanha, e engravida dele. A força do destino (ou do regime político existente na altura) levou a que, sem marido e grávida, se refugiasse na Guarda. Até ao dia em que Theodor regressa para fugirem juntos para Antuérpia visto que, por ser comunista, tem de fugir de Portugal.

E é aqui que a maior parte da ação se desenrola. Após um curto período de grande felicidade, de repente têm de largar tudo o que construíram e fugir, sem nada, devido ao domínio crescente Nazista. O objetivo é conseguirem chegar a Portugal de onde podem partir para o Brasil onde o marido da sua irmã os espera, mas para tal têm de conseguir chegar a França primeiro para tratar da papelada necessária e ainda atravessar Espanha. E isto tudo grávida de 8 meses, com Bernardo de 3 anos nos braços e sempre debaixo de bombardeamentos, com ataques atrás de ataques que destroem tudo à sua passagem.

É esta azáfama que vivemos com os personagens como se nós mesmos lá estivéssemos, sempre com o coração nas mãos sabendo que a qualquer altura algo vai correr mal mas sem saber em que momento. A autora consegue-nos deixar sempre com a esperança de que vai haver um final feliz. Afinal, depois de tanta tormenta a bonança é mais do que merecida.  

E eu queria saber sempre mais, acompanhar Olívia (ou será Clarice?) nas suas aventuras e desventuras, lutar com ela, rir com ela e chorar com ela. E sofri com ela. Aquela angústia no peito devido a tantas injustiças e eu mera espectadora, sem poder fazer nada, é indescritível.

É portanto um livro impossível de largar pois nós estamos lá, estamos a viver aquele momento, todas as dores, todos os medos, todos os esforços inimagináveis, nós estamos a vivê-los. E foi assim que Luize Valente me deixou acordada noite fora, com apenas 3 horas dormidas, mas por um final que valeu por tudo!

Não conhecia a autora mas fiquei sua fã. Um livro escrito como ninguém, que nos prende do início ao fim e com um final... Que final! Aconselho vivamente!

5 estrelas gigantes para este livro!  

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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Opinião -> Peripécias do Coração

Título Original: The Viscount Who Loved Me
Autor: Julia Quinn
Editora: Edições ASA
Sinopse: A sensata Kate Sheffield está decidida a encontrar para a sua meia-irmã Edwina um marido de reputação impecável. Mal ela sabe que o visconde Anthony Bridgerton já traçou um plano... que inclui a belíssima jovem! E ele não está habituado a ser contrariado... Embora Anthony seja o solteirão mais cobiçado da temporada, a sua reputação de mulherengo perturba Kate. Ela terá de agir rapidamente, pois Edwina vê com muito bons olhos os avanços do visconde. Mas Edwina fez uma promessa que não está disposta a quebrar: nunca casará sem a bênção de Kate. Cabe, pois, a Anthony convencer aquela que (espera) será a sua futura cunhada. Ele é um homem determinado e seguro de si... e não contava encontrar uma adversária à sua altura. Frente a frente, Kate e Anthony apercebem-se de que têm mais em comum do que imaginaram. Mas o que os une ameaça separá-los para sempre.
A minha opinião:
Depois de ter lido o primeiro livro desta série no mês passado, mal podia esperar para pegar no segundo. No início de Setembro, após ler o genial Admirável Mundo Novo,  queria uma leitura mais leve e lancei-me logo ao Peripécias do Coração.

O protagonista deste livro é Anthony, o irmão Bridgerton mais velho, que tão bem conhecemos no livro anterior (Crónica de Paixões e Caprichos), tendo-nos sido apresentado como sendo um solteirão libertino e um irmão mega protector e pilar da família (visto o pai ter falecido).

Aqui ele considera ter chegado a altura de se casar, afinal a sua morte aproxima-se (convicção que tem desde que perdeu o pai). Procura então a noiva ideal - bonita, atraente, inteligente q.b., mas que não o faça cair na tentação de se apaixonar. Eis que surge Edwina, a sensação da nova temporada londrina, e se depara como sendo a noiva perfeita. Porém Anthony não tem a vida muito facilitada uma vez que tem de obter não só a aceitação de Edwina, como também a aprovação da sua irmã mais velha Kate, a qual, para além de não ter papas na língua, não aprova de todo o libertino Anthony.
E é aqui que surgem umas quantas peripécias e reviravoltas. Nada de inesperado e surpreendente, é um facto, mas a escrita de Julia Quinn é simplesmente maravilhosa e prende-nos do princípio ao fim, fazendo-nos querer mais e mais. 
Mais uma vez saliento o seu recurso ao humor, que neste livro se encontra ainda mais acentuado. Adorei! Dei por mim a dar várias gargalhadas, o que não é muito frequente acontecer. O meu Homme Trivial já olhava para mim de lado e dizia "já nem vou perguntar mais nada".

Deixo-vos como exemplo esta passagem que conta a reacção dos irmãos de Anthony quando este lhes anuncia a sua intenção de se casar:
" Benedict Bridgerton, que se entregava a um hábito que a mãe detestava - equilibrar o cadeirão nas duas pernas de trás - caiu.
  Colin Bridgerton engasgou-se.
  Felizmente para Colin, Benedict recompôs-se a tempo de lhe dar uma sonora palmada nas costas e fazer com que uma azeitona verde voasse até ao outro lado da mesa.
  Quase acertava na orelha de Anthony."
Também não posso deixar de realçar, uma vez mais, o início de cada capítulo que é feito com um excerto do jornal da misteriosa Lady Whistledown. Estou ansiosa por saber quem ela é! 
O epílogo - 9 anos depois - começa com uma crónica de Lady Whistledown, levando a um discurso entre Kate e Anthony sobre quem ela será, velha enrugada ou nova? O que me deixou confusa, visto que sei que no 4º livro da série já se sabe quem ela é. No entanto não fui pesquisar após quantos anos esse livro se passa logo fica aqui esta nota apenas para quando lá chegar vir rever.

Deixo apenas uma nota negativa para o facto de a versão que li em ebook ter pequenas gralhas tais como 
"Miss Sheffield tapou a mão com a boca" (?!?). 
Ou estarem a referir-se a Eloise mas escreverem Edwina, algo que aconteceu pelo menos duas vezes e me deixou baralhada, fazendo-me reler a página anterior para perceber quem estava realmente a falar - ok, não sei se é erro de tradução ou se também aconteceu na versão original, não fui pesquisar.

Quanto ao novo acordo... Para mim não tem lógica tirarem o acento ao "pára". Numa frase deste género "Bem, para de olhar para ele" irrita-me profundamente. Irra.
Voltando ao enredo, Kate e Anthony formam um dos meus casais literários preferidos! E fiquei muito fã de Anthony após uma atitude tão cavalheiresca que teve num baile dado pela sua mãe - Bem feita Cressida. 
Curiosos? Têm de ler!

Deste modo, este livro leva 5 grandes estrelas. 
*****

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Opinião -> Eleanor & Park

Título Original: Eleanor & Park
Autor: Rainbow Rowell
Editora: Edições Chá das Cinco - Saída de Emergência
Sinopse: Dois inadaptados. Um amor extraordinário.

Eleanor... é uma miúda nova na escola, vinda de outra cidade. A sua vida familiar é um caos; sendo roliça e ruiva, e com a sua forma estranha de vestir, atrai a atenção de todos em seu redor, nem sempre pelos melhores motivos.
Park... é um rapaz meio coreano. Não é propriamente popular, mas vestido de negro e sempre isolado nos seus fones e livros, conseguiu tornar-se invisível. Tudo começa a mudar quando Park aceita que Eleanor se sente ao seu lado no autocarro da escola.
A princípio nem sequer se falam, mas pouco a pouco nasce uma genuína relação de amizade e cumplicidade que mudará as suas vidas. E contra o mundo, o amor aparece. Porque o amor é um superpoder.

A minha opinião

Ouvi falar muito deste livro por altura do dia dos namorados porque quem o comprasse nessa altura adquiria uma capa personalizada com dois nomes à sua escolha, o que foi uma excelente iniciativa para os livrólicos. Confesso que na data não me cativou muito e não voltei a pensar mais nele, principalmente por não ser o meu género literário de eleição... Até ao início deste mês, onde no blogue Readings Sunshine foi promovida uma leitura conjunta com este mesmo livro, na qual alinhei. E ainda bem que o fiz porque caso contrário era muito provável não o ler e estaria a perder um livro lindo, fofo e nostálgico, que me levou de volta à minha infância. 

Uma das coisas de que gostei imediatamente quando iniciei a sua leitura, foi o facto de os acontecimentos serem sempre apresentados na perspectiva de ambos, o que é fantástico, pois ficamos a "conhecê-los" bem e a perceber a sua maneira de pensar, o que em certas situações faz falta para não sermos induzidos em erro. 

Também me cativou bastante a época em que se desenrola a acção (80's), algo que me transportou de volta à minha infância. Afinal, quem é que dessa geração não se deparou com os walkmans e com o facto de ter de poupar as pilhas ao máximo? E com as cassetes que eram gravadas e regravadas? E onde nos primeiros namoros o simples dar a mão já era algo de transcendente? E a dificuldade de fazer telefonemas sem ter ninguém por perto? Entre outros pormenores que evocam a nostalgia. 

Eleanor é uma jovem de 16 anos, nova na cidade, que tem uma vida familiar instável, quer a nível financeiro como emocional. Vive com a mãe, os irmãos e o padrasto que instala um sentimento profundo de medo em casa. Como tem problemas económicos, veste-se com roupas "recicladas", geralmente de homem, o que lhe confere uma aparência estranha e que só serve para exaltar as suas diferenças com os demais jovens da sua idade, tais como o facto de ser roliça e de ter o cabelo ruivo e rebelde. Tudo isto contribui para chamar a atenção de forma negativa, tornando-a vítima de bullying.

Park é o oposto de Eleanor. Embora seja semi coreano, e não seja propriamente popular, é respeitado e tenta sempre passar despercebido e tornar-se invisível. Tem uma boa família, estruturada, com um bom ambiente emocional e financeiro. 

Esta oposição entre ambos é claramente demonstrada no seguinte excerto, proferido por Eleanor a Park:
"- Pára de perguntar isso - disse ela, zangada. Tu perguntas sempre isso. Porquê. Como se houvesse resposta para tudo. Nem toda a gente tem a tua vida, sabes, nem a tua família. Na tua vida, as coisas acontecem por uma razão. As pessoas fazem sentido. Mas a minha vida não é assim. Ninguém na minha vida faz sentido..." 
O acaso decide juntá-los, tendo tudo começado no autocarro escolar onde, contrariado, Park deixa Eleanor sentar-se a seu lado. A pouco e pouco nasce uma forte amizade entre ambos, onde Park partilha com Eleanor os seus livros de BD e as suas músicas, o que transforma gradualmente a amizade em amor.

E todo este processo é de uma fofura extrema, é terno, é querido, encantador... Simplesmente prende-nos e queremos mais e mais. E é também cómico. Dei por mim inúmeras vezes a rir-me com certas passagens do livro, como por exemplo esta em que Eleanor está a falar de Tina a Park, a rapariga popular da escola e que lhe faz a vida complicada:
"- Estás a gozar? A Tina é um monstro. Ela é o que resultaria se o diabo se casasse com a bruxa má e panassem o bebé numa tigela de maldade ralada."
No entanto, apesar disto, é um livro que também nos alerta para temáticas menos encantadoras, tais como a violência doméstica, o bullying e a negligência parental. 

Quanto ao final, o famoso final, já desconfiava dele devido ao início do livro, e foi algo que mexeu verdadeiramente comigo. Passei por várias fases desde a negação - isto tem de continuar, de certeza que o meu livro está incompleto, passando pela revolta - afinal acabou... mas não pode acabar assim, nãaaaaoooo, pela irritação - não acredito que ela fez isto, como? como?, até à aceitação - afinal acabou mesmo, snif snif, que deu origem à esperança - se calhar vai haver uma continuação... TEM DE continuar. 

E com este livro senti-me exactamente como a Hazel Grace, do livro A culpa é das Estrelas, se sentiu ao terminar de ler Uma Aflição Imperial, tal como escrevi na opinião anterior, aquele sentimento de falta algo aqui, quero saber mais.

E foi todo este misto de sentimentos que não me permitiu escrever logo uma opinião. Tive que acalmar primeiro para poder escrever de cabeça fria.

E sim, este é um livro que vale as 5 estrelas (4,5 só mesmo por causa do final).

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terça-feira, 14 de abril de 2015

Opinião -> A Culpa é das Estrelas


Título Original: The Fault in Our Stars
Autor: John Green
Editora: Edições ASA
Sinopse: Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita. PERSPICAZ, ARROJADO, IRREVERENTE E CRU, A Culpa é das Estrelas é a obra mais ambiciosa e comovente que o premiado autor John Green nos apresentou até hoje, explorando de maneira brilhante a aventura divertida, empolgante e trágica que é estar-se vivo e apaixonado.

A minha opinião

Este livro foi lido no mês passado, mas como ando sem inspiração para escrever opiniões realmente o plágio é bem mais fácil estas têm andado paradas.

Foi daqueles casos em que vi o filme primeiro (vi em Novembro de 2014) e gostei tanto que pensei 'eu tenho mesmo que ler isto!', afinal, se gostei tanto do filme, tenho tudo para adorar o livro. Em Março surgiu a oportunidade de o ler e assim fiz.

Posso começar por dizer que, para mim, o melhor do livro é a escrita de John Green. Fiquei simplesmente maravilhada e com vontade de ler mais livros deste autor. Embora esta seja uma história que trata um tema muito sensível - o cancro - o autor fá-lo de forma nua e crua, sem espaço para "lamechices" nem sentimentos de pena ou de "coitadismos". As páginas são repletas de humor, um humor perspicaz e a roçar o negro gosto, que nos faz soltar imensas gargalhadas.

Adoro a construção das personagens, a sua personalidade, força, aceitação da realidade, afastando toda e qualquer vitimização, tentando fazer a vida de forma tão normal quanto o facto de o cancro estar presente permite. 
Este livro é uma grande lição sobre a vida e a morte, fazendo-nos reflectir. 
Para quem pensa que é uma história triste de jovens com cancro que se apaixonam - coitadinhos - não podia estar mais enganado. Muito longe disso!
Hazel Grace é uma jovem de 16 anos, com um humor ácido e muita ironia à mistura, é paciente terminal de cancro há 3, e cujos pulmões estão a falhar - ela diz mesmo que os pulmões dela falham a ser pulmões - e por isso tem que estar sempre com um tanque de oxigénio atrás e dormir com um BIPAP, e que, embora o tratamento esteja a fazer efeito, sabe que a qualquer momento pode morrer, autodenominando-se como sendo uma granada. Apesar de já ter aceite o seu destino, o que mais lhe custa é fazer sofrer as pessoas de quem gosta e que gostam dela, tal como os pais, daí a sua relutância em conhecer pessoas novas. No entanto, é uma adolescente tão normal quanto as suas limitações lhe permitem. Gosta de ler, o seu livro preferido é Uma Aflição Imperial de Peter Van Houten e passa os serões a ver America Next Top Model.
Augustus Waters (Gus) é um rapaz carismático de 17 anos, inteligente e muito metafórico, ex-jogador de basquete e que tem uma perna amputada devido a uma dura luta contra osteossarcoma, que adora videojogos e cujo grande medo é o de ser esquecido. 
Conhecem-se no grupo de apoio que Hazel frequenta forçada pela mãe, e onde Gus apenas vai a pedido do seu grande amigo Isaac (o qual fica cego devido ao cancro). A partir desse momento cresce uma forte amizade entre eles, principalmente devido ao livro preferido de Hazel, o qual tem 651 páginas e acaba a meio de uma frase, deixando-os com um sentimento de falta algo aqui, quero saber mais. E nisto fazem os possíveis por contactar o autor, que vive em Amesterdão, em busca de respostas - o qual se revela uma desilusão.

Entretanto, a partir da viagem a Amesterdão, o livro dá uma inesperada reviravolta, começando a parte da lágrima no canto do olho que se prolonga até à torneira aberta que não quer mais parar.

Confesso que chorei muito mais com o filme do que com o livro, talvez pelo facto de já saber tudo o que ia acontecer. Mas aquela carta no final acaba sempre comigo.

O filme é muito mas muito fiel ao livro, o que é raro acontecer. Quando estava a ler imaginava-os tal como no filme, foi muito bem conseguido. Apesar disso acho que é daqueles livros que merecem ser lidos e relidos.

Este leva 5 estrelas.
*****

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Harry Potter - Relançamentos Editorial Presença

Para além das novas capas dos livros da saga Harry Potter, a Editorial Presença relançou ainda dois livros complementares a esta colecção, Monstros Fantásticos & Onde Encontrá-los e O Quidditch Através dos Tempos:

Eu já tenho estes livros há uns aninhos (desde o tempo do escudo), os quais comprei na minha querida feira do livro, e, como foram a 1ª edição, têm capas diferentes:

Eu sei que sou suspeita em falar, mas prefiro as capas antigas, tanto pelas cores como pelos detalhes que nelas constam. Por exemplo, no Monstros Fantásticos & Onde Encontrá-los, acho imensa piada aos "arranhões" e à etiqueta que refere que o livro pertence a Harry Potter; no O Quidditch Através dos Tempos gosto do selo que indica que o livro é propriedade da Biblioteca de Hogwarts.

Outra coisa que adoro nas minhas edições é terem a sinopse na capa traseira "assinada" por Albus Dumbledore (que também consta da reedição) e também o facto de terem o preço assinalado em escudos com o seu equivalente em dinheiro mágico (vejam onde aponta a seta), neste caso em Sickles e Knuts (que não sei se consta na reedição ou não):


No entanto, capas à parte, a quem gosta de Harry Potter recomendo vivamente a compra destes dois livros pois é uma forma de se conhecer melhor aquele mundo mágico e de se ir colmatando um pouco as saudades que ficam. Mais, ler estes livros faz-nos sentir como verdadeiros estudantes de Hogwarts e amaldiçoar o facto de a nossa carta ter sido extraviada.

E como o conteúdo é mais importante do que a capa, como não podia deixar de ser no seu interior os livros não se cingem a dar meras informações. Têm ainda imensos pormenores que fazem toda a diferença (e que constam em ambas as edições). Deixo-vos um exemplo:


O livro Monstros Fantásticos & Onde Encontrá-los tem comentários hilariantes ao longo de quase todas as páginas, "escritos" por Ron e Harry (muitos deles sobre Hagrid e a sua paixão por animais perigosos); No livro O Quidditch Através dos Tempos podemos ter conhecimento da História deste desporto e ficamos ainda a saber qual é a equipa portuguesa de Quidditch, a qual se tem vindo a destacar nos últimos anos. Se querem saber qual é, adquiram o livro ;)

Um último facto fantástico sobre estes livros é que os lucros obtidos com a sua venda revertem a favor do Movimento Comic Relief, o qual será utilizado para prestar apoio a pessoas carenciadas dos países mais pobres do mundo.

Como indica Albus Dumbledore:
"Se achares que esta é uma razão insuficiente para gastares o teu dinheiro, só espero que nenhum feiticeiro seja menos caridoso se um dia te vir a ser atacado por um Manticore."
 (E para saberem o que um Manticore é, basta adquirirem o livro).

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Opinião -> A Filha da Profecia

Título Original: Child of the Prophecy
Autor: Juliet Marillier
Editora: Bertrand Editora

Sinopse: Fainne foi criada numa enseada isolada na costa de Kerry, com uma infância dominada pela solidão. Mas o pai, filho exilado de Sevenwaters, ensina-lhe tudo o que sabe sobre as artes mágicas. Esta existência pacífica será ameaçada em breve, e a vida de Fainne jamais será a mesma, quando a avó, a temida feiticeira Lady Oonagh, se impõe na sua vida. Com a perversidade que a caracteriza, a feiticeira conta a Fainne que tem um legado terrível: o sangue de uma linhagem maldita de feiticeiros e foras-da-lei, incutindo nela um sentimento de ódio profundo e, ao mesmo tempo, a execução de uma tarefa que deixa a jovem aterrorizada. Enviada para Sevenwaters, com objectivo de destruí-la, vai usar todos os seus poderes mágicos, para impedir o cumprimento de uma profecia.

A minha opinião: 

Mais uma releitura e mais um livro excelente, que conclui esta trilogia maravilhosa, dando as respostas às questões que se encontravam em aberto após "O Filho das Sombras".

Este livro é narrado por Fainne, filha de Niamh e de Ciarán, que cresceu isolada com o seu pai em Kerry, afastada de Sevenwaters,tendo como único amigo Darragh, um nómada, com quem convive apenas no verão. Fainne teve uma educação rigorosa e direccionada para o domínio da Arte.

Quando Lady Oonagh, a sua avó, reaparece na sua vida, manda-a para Sevenwaters, entregando-lhe um fardo pesado e enorme de mais para a sua idade, o qual só consegue suportar graças ao ensinamento exigente do seu pai. Vive um dilema constante ao longo do livro, tendo de tomar difíceis decisões, que lhe foram incutidas como sendo certas, mas que no seu coração sente não passarem de erros. E é este o caminho que percorre ao longo da narrativa, repleto de boas e más escolhas e de erros que a fazem crescer e ficar cada vez mais forte.

Foi bom reencontrar personagens que me foram tão queridas no livro anterior, especialmente Finbar que aqui assumiu maior destaque, e foi especialmente interessante "ver" estas personagens pelos olhos de Fainne, que é impelida pela avó a odiá-los antes mesmo de os conhecer.

É um livro que começa com um ritmo bastante lento, mas que mais tarde percebemos ser necessário, e, à semelhança dos anteriores, à medida que os capítulos finais de se aproximam é impossível largar.

Esperava mais da luta final, assim como um final diferente para a protagonista. Gostei especialmente de Darragh, um personagem tão diferente dos anteriores, e esperava que a sua relação com Fainne tivesse sido mais desenvolvida. Não gostei muito do destino dado a Fainne, acho que merecia mais, depois de tudo por que passou, embora compreenda o porquê do final escolhido e faça todo o sentido.

Apesar de tudo, foi um excelente encerrar desta trilogia, onde uma vez mais Juliet Marillier nos consegue prender com a sua escrita, fazendo-nos rir e sofrer com os personagens.Como não podia deixar de ser, é um livro 5 estrelas. 
*****

Opinião -> O Filho das Sombras

Título Original: Son of the Shadows
Autor: Juliet Marillier
Editora: Bertrand Editora

Sinopse: As florestas de Sevenwaters lançaram o seu feitiço sobre Liadan, a filha de Sorcha, que herdou os talentos da mãe para curar e penetrar no mundo espiritual. Os espíritos da floresta avisam-na de que, para que as ilhas sagradas sejam reconquistadas aos Bretões, Liadan deverá permanecer em Sevenwaters.
A Irlanda está agora em guerra, e as suas costas são assoladas por atacantes. Entre os inimigos há um que se destaca: o Homem Pintado, que granjeou uma reputação terrível de mercenário feroz e astuto, e que espalha o terror por onde quer que passe.
Ao regressar a casa, Liadan é capturada pelo Homem Pintado. Porém, este acaba por se revelar bem diferente da lenda, e apesar da antiga profecia que a obrigava a permanecer em Sevenwaters, a jovem sente-se atraída por ele. Mas poderá ela viver o seu amor sem que a maldição recaia sobre Sevenwaters?

A minha opinião

Este livro pertence a uma das minhas trilogias preferidas, a qual é escrita por uma das minhas autoras preferidas, por isso não consegui evitar relê-lo.

É um livro absolutamente maravilhoso e, para mim, o melhor da trilogia Sevenwaters.

Mais uma vez, Juliet Marillier conquista-nos com a sua escrita magnífica, levando-nos a rir e a chorar com os personagens, envolvendo-nos de tal forma que conseguimos sentir a sua alegria e a sua dor. Encontramo-nos, novamente, presentes de personagens fortes, corajosas e leais, como só Marillier sabe construir, sendo Liadan a personagem principal, filha de Sorcha e Red, tendo herdado dos pais as suas melhores características, tais como, a sua força de carácter e determinação.

Quando Liadan é raptada pelo bando do Homem Pintado, a sua vida dá uma enorme volta, e damos por nós a roer as unhas, ansiosos por saber como tudo se vai desenrolar, afinal, Bran (o nome que ela dá ao Homem Pintado,) não passa de um fora da lei, detestado por todos e, pior, que detesta a família de Liadan. Em paralelo temos a angustiante história da sua irmã Niamh com Ciarán, a qual é um amor impossível, que desafia todas as leis.

Como pode, então, o amor vingar? Eis algo que nos faz querer ler cada vez mais e mais, para saber o desfecho desta história fantástica. 

 
Mais uma vez Juliet Marillier não desilude. Tem uma escrita mágica que nos prende do princípio ao fim, sendo que os capítulos finais são mesmo quase impossíveis de largar. É mais um livro 5 estrelas, de uma autora 5 estrelas.

***** 

sábado, 24 de janeiro de 2015

Opinião -> Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban


Título Original: Harry Potter and the Prisoner of Azkaban
Autor: J. K. Rowling
Editora: Editorial Presença


SinopseDaquela vez Harry Potter não conseguira conter-se. Quebrara uma das regras principais de Hogwarts - não exercer técnicas de feitiçaria fora dos muros da escola. Mas aquela detestável Tia Marge merecia permanecer umas boas horas suspensa no tecto da sala dos Dursleys, inchada como um balão. Além disso já faltavam poucos dias para recomeçar as aulas. Mas o seu terceiro ano não irá ser fácil. Da prisão de Azkaban fugira o feroz Sirus Black, um dos mais fiéis seguidores do assustador Lord Voldemort para o que Harry Potter continuava a ser o alvo favorito. O pior é que o herói de J. K. Rowling começa a suspeitar da existência de um traidor entre os seus próprios amigos... O regresso da personagem fantástica que está a conquistar leitores em todo o mundo numa aventura que te enfeitiçará até à última página.


A minha opinião:

Reli este livro no seguimento deste desafio literário a que me propus. 

Em Dezembro deu-me uma vontade tão forte de ver os filmes e como as saudades eram mais do que muitas, depois de os ver decidi pegar nos livros para relembrar certos pormenores que são modificados e esquecidos no filme. Li os dois primeiros (Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara dos segredos) no mês passado e este mês reli o terceiro.
E o que é que posso dizer deste maravilhoso livro? 

Quinze anos depois de o ter lido pela primeira vez, continua a ser o meu preferido de toda a saga (muito próximo do Harry Potter e a Ordem de Fénix).

Basta uma palavra para descrever o que sinto: Sirius! *_* 
E surge aqui também o Lupin, que é uma personagem maravilhosa, de quem gosto tanto.
 
Só depois de ter relido este livro, é que me apercebi das inúmeras diferenças entre o livro e o filme. Ok, existem sempre diferenças, mas aqui s
ão diferenças tão acentuadas, que o filme não faz de todo jus ao livro. 

Como por exemplo, a hilariante conversa telefónica entre Ron e Harry durante as férias de verão, que não aparece de todo no filme; a viagem de Harry no Night Bus que é em muito diferente; o papel desempenhado por Crookshanks (gato da Hermione, que só é comprado por ela neste livro), em que Crookshanks é quase o braço direito do Sirius; o próprio Sirius, que quase não se destaca no filme; a história por detrás do Marauders Map que só é contada no livro, e que para mim é tão importante...  Fora inúmeros outros pormenores (como a oferta da Firebolt ao Harry).

Enfim, quem me dera que o filme fosse tão completo como o livro, porque teria muito mais qualidade. 

Por todos estes motivos, e muitos mais que este meu entusiasmo não deixa expressar, este é um livro de leitura OBRIGATÓRIA!

Foi bom relê-lo e matar saudades, venha o próximo!

Como não podia deixar de ser, este leva 5 estrelas! 

*****