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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Opinião -> Peripécias do Coração

Título Original: The Viscount Who Loved Me
Autor: Julia Quinn
Editora: Edições ASA
Sinopse: A sensata Kate Sheffield está decidida a encontrar para a sua meia-irmã Edwina um marido de reputação impecável. Mal ela sabe que o visconde Anthony Bridgerton já traçou um plano... que inclui a belíssima jovem! E ele não está habituado a ser contrariado... Embora Anthony seja o solteirão mais cobiçado da temporada, a sua reputação de mulherengo perturba Kate. Ela terá de agir rapidamente, pois Edwina vê com muito bons olhos os avanços do visconde. Mas Edwina fez uma promessa que não está disposta a quebrar: nunca casará sem a bênção de Kate. Cabe, pois, a Anthony convencer aquela que (espera) será a sua futura cunhada. Ele é um homem determinado e seguro de si... e não contava encontrar uma adversária à sua altura. Frente a frente, Kate e Anthony apercebem-se de que têm mais em comum do que imaginaram. Mas o que os une ameaça separá-los para sempre.
A minha opinião:
Depois de ter lido o primeiro livro desta série no mês passado, mal podia esperar para pegar no segundo. No início de Setembro, após ler o genial Admirável Mundo Novo,  queria uma leitura mais leve e lancei-me logo ao Peripécias do Coração.

O protagonista deste livro é Anthony, o irmão Bridgerton mais velho, que tão bem conhecemos no livro anterior (Crónica de Paixões e Caprichos), tendo-nos sido apresentado como sendo um solteirão libertino e um irmão mega protector e pilar da família (visto o pai ter falecido).

Aqui ele considera ter chegado a altura de se casar, afinal a sua morte aproxima-se (convicção que tem desde que perdeu o pai). Procura então a noiva ideal - bonita, atraente, inteligente q.b., mas que não o faça cair na tentação de se apaixonar. Eis que surge Edwina, a sensação da nova temporada londrina, e se depara como sendo a noiva perfeita. Porém Anthony não tem a vida muito facilitada uma vez que tem de obter não só a aceitação de Edwina, como também a aprovação da sua irmã mais velha Kate, a qual, para além de não ter papas na língua, não aprova de todo o libertino Anthony.
E é aqui que surgem umas quantas peripécias e reviravoltas. Nada de inesperado e surpreendente, é um facto, mas a escrita de Julia Quinn é simplesmente maravilhosa e prende-nos do princípio ao fim, fazendo-nos querer mais e mais. 
Mais uma vez saliento o seu recurso ao humor, que neste livro se encontra ainda mais acentuado. Adorei! Dei por mim a dar várias gargalhadas, o que não é muito frequente acontecer. O meu Homme Trivial já olhava para mim de lado e dizia "já nem vou perguntar mais nada".

Deixo-vos como exemplo esta passagem que conta a reacção dos irmãos de Anthony quando este lhes anuncia a sua intenção de se casar:
" Benedict Bridgerton, que se entregava a um hábito que a mãe detestava - equilibrar o cadeirão nas duas pernas de trás - caiu.
  Colin Bridgerton engasgou-se.
  Felizmente para Colin, Benedict recompôs-se a tempo de lhe dar uma sonora palmada nas costas e fazer com que uma azeitona verde voasse até ao outro lado da mesa.
  Quase acertava na orelha de Anthony."
Também não posso deixar de realçar, uma vez mais, o início de cada capítulo que é feito com um excerto do jornal da misteriosa Lady Whistledown. Estou ansiosa por saber quem ela é! 
O epílogo - 9 anos depois - começa com uma crónica de Lady Whistledown, levando a um discurso entre Kate e Anthony sobre quem ela será, velha enrugada ou nova? O que me deixou confusa, visto que sei que no 4º livro da série já se sabe quem ela é. No entanto não fui pesquisar após quantos anos esse livro se passa logo fica aqui esta nota apenas para quando lá chegar vir rever.

Deixo apenas uma nota negativa para o facto de a versão que li em ebook ter pequenas gralhas tais como 
"Miss Sheffield tapou a mão com a boca" (?!?). 
Ou estarem a referir-se a Eloise mas escreverem Edwina, algo que aconteceu pelo menos duas vezes e me deixou baralhada, fazendo-me reler a página anterior para perceber quem estava realmente a falar - ok, não sei se é erro de tradução ou se também aconteceu na versão original, não fui pesquisar.

Quanto ao novo acordo... Para mim não tem lógica tirarem o acento ao "pára". Numa frase deste género "Bem, para de olhar para ele" irrita-me profundamente. Irra.
Voltando ao enredo, Kate e Anthony formam um dos meus casais literários preferidos! E fiquei muito fã de Anthony após uma atitude tão cavalheiresca que teve num baile dado pela sua mãe - Bem feita Cressida. 
Curiosos? Têm de ler!

Deste modo, este livro leva 5 grandes estrelas. 
*****

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Opinião -> Crónica de Paixões e Caprichos

Título Original: The Duke and I
Autor: Julia Quinn
Editora: Edições ASA
Sinopse: As mães casamenteiras da alta sociedade londrina, estão ao rubro. Simon Bassett, o atraente (e solteiro!) Duque de Hastings, está de volta Inglaterra. O jovem aristocrata mal sabe o que o espera pois a perseguição das enérgicas senhoras é implacável. Mas Simon não pretende abdicar da sua liberdade tão cedo…

Igualmente atormentada pela pressão social, a adorável Daphne Bridgerton sonha ainda com um casamento de amor, embora a sua espera por um príncipe encantado comece já a ser alvo de mexericos.

Juntos, os jovens decidem fugir de um noivado, o que garantirá paz e sossego a Simon e fará de Daphne a mais cobiçada jovem da temporada. Mas, entre salões de baile e passeios ao luar, a paixão entre ambos rapidamente deixa de ser ficção para se tornar bem real. E embora Daphne comece a pensar em alterar ligeiramente os seus planos iniciais, Simon debate-se com um segredo que pode ser fatal.

A minha opinião

Gosto muito de romances históricos e quando quero uma leitura mais leve e aconchegante lá vou à procura de um. Desta vez a autora escolhida foi a tão badalada Julia Quinn. Só vejo a falarem bem desta autora e tinha mesmo de experimentar. 

Este é o primeiro livro da série Bridgerton, uma família fantástica e bastante numerosa e da qual fiquei fã. O enredo em si pouco traz de novo a este género literário, mas um ponto bastante favorável é o sentido de humor que é uma presença constante mesmo nos momentos mais inesperados.

Cada capítulo começa de forma perfeita com um excerto de um jornal "cor-de-rosa" recente, que contém mexericos acerca da alta sociedade londrina e que é escrito pela misteriosa Lady Whistledown, que ninguém conhece mas que parece estar presente em todos os importantes eventos. E fiquei cheia de curiosidade de descobrir quem é! 

Os protagonistas deste livro são Daphne - a 4ª dos irmãos Bridgerton, sendo que é a rapariga mais velha, mas que tem 3 irmãos mais velhos que são ultra-protectores e engraçadíssimos e ainda uma mãe galinha super amorosa que tudo faz para lhe arranjar um bom noivo, deixando-a, contudo, escolher. E Simon - um duque com uma infância infeliz, melhor amigo de Anthony (irmão mais velho de Daphne), que não quer casar e que tem um segredo que o atormenta. 

As personagens de que mais gostei foram Violet - a mãe Bridgerton; Colin - o 3º irmão Bridgerton e melhor amigo de Daphne; e também Hyacinth, a irmã mais nova mas despachada e desenrascada que tanto me fez rir.

Até meio do livro estava a adorar Daphne, que é uma rapariga atípica na época, com uma personalidade forte, segura de si e sem papas na língua. No entanto de um momento para o outro mudou e fui gostando cada vez menos dela (e é aqui que vou começar a ser crucificada visto que de todas as opiniões que li, toda a gente gosta dela). 

Ela demonstrou ser uma personagem manipuladora, que tudo faz para alcançar o que quer, mesmo que para isso tenha que mentir, jogar baixo e fazer-se de coitadinha (e pronto atirem lá as pedras).

 Passo a explicar (atenção que contém spoilers):

1. O duque, Simon, preferia ser morto a ter que casar, devido a motivos pessoais que se prendem com o seu passado, independentemente de ter ou não razão. O que faz Daphne? Tenta perceber o que se passa? Não! Mente, a dizer que os viram aos beijos num canto escuro do jardim, e chantageia-o dizendo que ele tem que casar com ela para ela não perder a sua honra e dignidade. Já aqui torci o nariz, mas dei o benefício da dúvida. 

2. Simon acede ao casamento mas diz-lhe para ela pensar bem porque ele não pode ter filhos. Daphne aceita a condição até descobrir que esse "não pode" nada tem a ver com infertilidade, como ela supunha, mas sim devido a convicções ideológicas e morais do duque. E o que faz? Dá-lhe tempo, para ver se muda de ideias? Tenta perceber que convicções são essas? Nãaaaoooo... Decide abusar dele quando ele está a cair de bêbado, coloca-se deliberadamente em cima dele de modo a que não deite a sua "semente" fora (como até ali fazia) e poder engravidar, sem respeitar a opinião dele. E aqui acabou de vez a minha empatia por esta personagem. É algo que acho muito baixo.

3. Sim, ainda há mais, Simon sai de casa porque (obviamente) ficou chateado com a situação e Daphne muda-se para Londres, para estar mais perto da família. Quando os irmãos a visitam e procuram pelo duque e alegam que se o descobrem o matam por a ter abandonado, o que faz ela? Diz que a culpa foi dela e que ele tem razão em estar chateado, mesmo sem entrar em detalhes técnicos? Claro que não! Fica caladinha que nem um rato e deixa que todos pensem mal de Simon e que tenham pena dela.  

4. Posto tudo isto, Simon ainda volta, pede-lhe desculpa - sim ELE pede desculpa, não ela - e ela aceita com a condição de - põe lá o passado para trás das costas e vamos ter um filho. Ele lá acede, mas dias depois fica deprimido pois os seus fantasmas ainda o assombram. E ela, que já tinha tido o que queria, diz-lhe "não faz mal, eu também não quero o filho agora, só daqui a uns tempos" o que tem muita lógica depois de já terem estado no pinanço n vezes e de já ter tido tempo de engravidar.

Algo de que também não gostei foi do final em que o duque que nunca se tinha declarado, depois de o fazer pela primeira vez, diz "Eu amo-te" em quase todas as frases que profere - Boring

Apesar destes aspectos que me desagradaram, a história em si está muito boa, proporcionou-me sem dúvida uma boa leitura e foi um livro que li num ápice! 

Quero ler mais, quero saber o destino dos restantes irmãos e acredito que vou gostar ainda mais do que gostei deste.  E espero descobrir quem é afinal a autora das crónicas que deixam a sociedade em alvoroço. 

Gostava ainda de saber o que é que as cartas que o pai de Simon lhe deixou contêm, mas acho que isso já não vai acontecer e vai mesmo ficar à minha imaginação. 

Posto tudo isto dei 4 merecidas estrelas a este livro e vou com as expectativas altas para os próximos.  Que venham eles!


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